Alcatruz, s.m. (do Árabe alcaduz). Vaso de barro e modernamente de zinco, que se ata no calabre da nora, e vasa na calha a água que recebe. A. MORAIS SILVA. DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUESA.RIO DE JANEIRO 1889 ............................................................... O Alcatruz declina qualquer responsabilidade pelos postais afixados que apenas comprometem o signatário ...................... postel: hcmota@ci.uc.pt
Deana Barroqueiro. O Espião de D. João II –
Na Demanda dos Segredos do Oriente e do Misterioso Reino do Preste João. Ésquilo Editora.As aventuras de Pêro da Covilhã como “Indiana Jones em demanda do Preste João” e Deanna Barroqueiro como Steven Spielberg; só que estas aventuras aconteceram.
"Anseia ver de novo Ormuz, a Pedra do Anel, também chamada Pousada da Segurança, por nenhuma injustiça ser ali permitida contra quem quer que seja, de qualquer raça, nação ou religião, como uma espécie de feira mundial para os tratos dos mercadores dos sete climas, onde el-Rei de Portugal almejava estabelecer a sua feitoria. No mais íntimo do seu ser, aninha-se uma dúvida que, como uma cobra venenosa, lança a sua peçonha sobre a euforia e o orgulho dos grandes feitos e se tudo isso, afinal, não valesse a pena? Se, tal como dizia o poeta persa, fosse
O imenso mundo:
um grão de areia perdido no espaço.
Toda a ciência dos homens: palavras.
Os povos, os animais e as flores dos sete climas: sombras. O resultado de tua meditação: nada.
- lnch' Allah! Seja o que Deus quiser! - murmura o escudeiro, em arábico e português, vendo o porto de Adem perder-se na distância." Etiquetas: Ormuz Pero Preste João
Casamente uma fórmula para legalizar as uniões de facto homossexuais.
Casamente será um advérbio de modo/a.
Um advérbio (latim adverbium, -ii) é uma “palavra invariável em género e número que modifica verbos, adjectivos! e orações ou frases.”
Etiquetas: casamento homossexual
Sociobiologia atrevidaNova pobreza é diabetes social1. Gordos e diabéticosO estudo avaliou 1164 utentes de Centros de Saúde de todo o país; 75% apresentava excesso de peso ou obesidade, 81,5% um perímetro abdominal excessivo.Mais de um terço (38%) “têm ou apresentam elevado risco de sofrer diabetes no futuro” 2. Novos pobres
É um novo drama, o dos novos pobres. O seu pesadelo: o endividamento, a vida arruinada.
Apesar de a maioria auferir de um salário ao fim do mês, o dinheiro desaparece em pagamentos de dívidas de crédito e com as penhoras a que são sujeitos. No silêncio, fazem uma ginástica difícil com os números, para conseguir manter a sua subsistência básica: casa e comida. “Começámos com um crédito, um terceiro, um quarto. No meio havia uns para pagar os outros. Chegámos a ter 12 créditos.”
* A insulina é o dinheiro que usamos para adquirir o que faz falta. O consumo excessivo leva a endividamento; primeiro remissível, depois não.
Tal como a nova pobreza, a diabetes atinge mais os que nasceram magros e engordaram depressa. (Programação fetal de Baker) Etiquetas: sociobiologia economia obesidade pobreza
O recurso do juiz de Fajão
Julgo que bem julgo,
posto que bem mal julgado está!
Vi que não vi, morra que não morra!
dêem o nó na corda que não corra.
E, lida a sentença, aconselhou o réu a recorrer para a Relação.
O Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, decretou a nulidade da certidão envolvendo escutas telefónicas em que aparece José Sócrates pelo facto de as escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior.
Perguntaram-lhe então o que queria dizer a sentença, e ele explicou:
"Julgo que bem julgo," porque julguei conforme a prova testemunhal. "Posto que bem mal julgado está", porque eu vi que o réu está inocente.
"Vi, que não vi", porque vi quem matou mas não posso ser Juiz e testemunha.
"Morra que não morra, dêem o nó na corda que não corra", porque ele não deve morrer visto que está inocente.
Etiquetas: justiça Fajão
O poder de face oculta
Parece mesmo que existem ao mesmo tempo dois governos. Um público, que aparece à vista de todos no Parlamento ou na televisão, a discutir com a oposição ou a anunciar medidas. Outro oculto, que longe dos olhares públicos intervém no mundo dos negócios, capta financiamentos, influencia decisões empresariais.
... a promiscuidade entre o universo da política e o universo dos negócios ... permitem questionar se o Governo público não é mais do que uma camuflagem por detrás da qual se tomam as decisões que contam. Miguel Gaspar
Etiquetas: política negócios
O actual muro de Berlim Etiquetas: Berlim muro dominó
respigo
Iliteracia, ilógica, incompreensívelO País depara-se neste momento com "cerca de 3500 enfermeiros desempregados”.
Um dado importante que mostra as dificuldades de empregabilidade neste sector. A estes números, juntam-se os cerca de sete mil profissionais que lidam com contratos precários.
* O País (com letra maiúscula) depara-se com ...
Empregabilidade em vez de emprego
Profissionais lidam com contratos
A situação não surpreende, num país "onde não há o número de profissionais suficiente, sobretudo nos cuidados primários.
* Não havendo “número de profissionais suficiente” não surpreende haver 3500 desempregados?
O Ministério da Saúde assumiu que este era um grande problema. Em 2008, de acordo com o alto-comissariado da Saúde, tínhamos 53 157 enfermeiros a exercer, o que significa que atingimos a meta de 2010.
*Se em 2008 já se atingiu a meta de 2010, porque será que o Ministério da Saúde terá assumido (sic) que este era um grande problema?
Etiquetas: jornal iliteracia
Ostalgia NossaEtiquetas: Troia ostalgia
RespigoMuro/20 anos:Unificação dos dois lados não está terminada"Diferenças estruturais" continuam a existir, citando o facto de a taxa de desemprego nas regiões da antiga RDA ser duas vezes superior à registada na parte ocidental do país. "Temos que atacar [estes problemas] se queremos obter níveis de vida iguais". O PIB da RDA é actualmente equivalente a 70% do da Alemanha Ocidental; era de 30% em 1991, dois anos após o derrube do Muro.
Lembra-se de ver cartazes com slogans sobre o socialismo, escadas rolantes partidas, coca-cola do Leste, "que sabia a remédio". E mais tarde, passara algumas vezes, de metro, pela parte oriental: "O comboio entrava devagar nas estações fantasma. Uma vez vi um polícia do povo [de Leste] com uma Kalashnikov a ver se havia alguém a tentar agarrar-se à carruagem" para fugir para o lado ocidental.
E, no dia seguinte, lá estava ela com a irmã Irene, dez anos mais nova, a descobrir o KaDeWe, "catedral do consumo" na RFA onde muitos, na RDA, sonhavam entrar.
"Fomos às lojas, mas nem pensávamos gastar, aquilo era um tesouro. Fomos ver as coisas. Tudo tão diferente. O pão de repente muito caro e as roupas muito baratas." Ficou "muito irritada", diz, "porque era muito confuso".Ainda é, para muita gente: desemprego para quem nem sabia o que isso era, pagar água, luz, saúde. O fim de uma certa segurança, de um casulo. Linde abana a cabeça. "Não conheço estatísticas, mas acho que não há muita gente a querer tudo de volta, da forma como era. Só querem as coisas boas." Florian sorri. "Sim, às vezes parece que a Alemanha de Leste era um pequeno país amoroso. "Havia um bom sistema escolar, toda a gente tinha emprego, as pessoas não tinham medo do futuro... Há pessoas mais velhas que acham que antes era melhor. Mas nós preferimos viver neste sistema: podemos viajar, comprar o que quisermos.
Mas a Linde foi ver o dossier da mãe, que era tradutora, na Stasi [a polícia política] e uma vizinha tinha 'informado' sobre ela. Não disse nada de mal, mas essa ideia de ser vigiado pelos vizinhos... E pelos amigos: há pessoas que leram coisas nos ficheiros que só amigos muito próximos poderiam ter dito.
"... a RDA era um Estado de não-direito, sem qualquer base legal, sem liberdade de opinião, sem eleições livres". No entanto, se era uma ditadura do proletariado, "não era tudo preto ou branco", concluiu Merkel. "Eu era feliz, e não quero esquecer esses 35 anos de vida".
Do processo de reunificação, critica "a política que foi acabar tudo o que era de Leste": "Havia também coisas boas, por exemplo era muito mais fácil às mulheres terem bebés porque todos podiam ter os seus filhos nos infantários".
Matthias Fischer, 18 anos, começa por dizer que gosta de viver aqui. "Quer dizer... mais ou menos, nem tudo é negativo", explica. "Mas não há futuro, não há trabalho", contrapõe. "Por isso penso ir embora." Para onde? "Oeste." Onde no Oeste? "Não faço ideia." Fazer o quê? "Não faço ideia."
* Algo lembra Portugal. Etiquetas: muro Berlim política Portugal
Os novos africanistasOs netos do MPLA fazem a suas lutas de libertação em joguinhos de Monopólio; tentam superar o trauma vindo à metrópole abastecer-se para ostentar a riqueza do subsolo e do povo angolanos. Imitam a conduta exibicionista do africanista em licença graciosa; mas numa potência giga.
Um terço dos clientes das lojas de marca de Lisboa vem dessa ínfima minoria de angolanos emergentes bem colocados; os restantes são alguns portugueses, também uma minoria empolada de recém enriquecidos com as derrapagens das auto-estradas, dos concursos avisados, dos negócios escuros, dos subornos da sucata ou de tráfico de influências, dos PIN protegidos, dos lucros dos terminais de contentores, dos bancos ou das Corticeiras da maior fortuna nacional, à custa de 200 desempregados, a pretexto da crise. (Expresso deste sábado).
Para esses nunca há crise. Etiquetas: africanistas Angola novo-rico
O preconceito contra os imigrantes ainda é lei entre os portugueses
1. Jornalismo adversativo
Portugal foi considerado pela ONU o melhor entre 42 países quanto à integração de imigrantes. Mas um estudo da Universidade Católica mostra que os preconceitos não desapareceram.
* Mas ... os jornalistas portugueses não são capazes de dar uma boa notícia sem pedir desculpa. Os “investigadores” ajudam.
2. Os preconceitos não desapareceram da investigação
A investigadora fala de "atitudes contraditórias". A percentagem de portugueses que considera os imigrantes "fundamentais para a vida económica do país" ultrapassou a daqueles que consideram o contrário; o mesmo se passou no que respeita aos que reconhecem que os imigrantes não recebem mais do Estado do que aquilo que dão.
Mas, em simultâneo, mais de metade dos portugueses mostrou-se seguro de que o número de imigrantes deve diminuir. Só 6% defendeu o contrário. Estes valores mostram que existe, de facto, uma "resistência à imigração".
Nos últimos dois anos, quase triplicaram os pedidos de ajuda de imigrantes que pretendem regressar ao país de origem. A maioria dos pedidos surge de cidadãos brasileiros, que estão desempregados em Portugal.
Estes imigrantes que desejam regressar também terão uma "resistência à imigração" (o preconceito) ou apenas não encontram trabalho, pelo que concordam com “mais de metade dos portugueses que acham que (nestas circunstâncias) o número de imigrantes deve diminuir”?Etiquetas: migração investigação preconceito
Nunca se viu nada assim
"Esta década", disse, "é uma década sem garra, sem ideias, sem verdade, sem força, sem lucidez, sem substância... (É) uma década de incapacidade na visão estratégica e de fantasia na leitura da realidade económico-financeira... (É uma década de um) permanente esforço exibicionista sem conteúdo e uma expressão sem nobreza... Nunca vi nada assim." Ernâni Lopes acolitado por VPV. .

..* “Eppur si muove!”
Em cinco anos, a mortalidade juvenil diminuiu 30%. (Expresso 1-11-2009) e a infantil e perinatal, apesar de serem das melhores do mundo, continuam a melhorar. A OMS também nunca viu nada assim . The World Health Report 2008. Yess we can.Etiquetas: economia saúde pessimismo